01 setembro 2010

Claro



Derrame em meus lábios a aridez desses sonhos interrompidos. Passe a treva em clara vidência que em sua pele quero amanhecer enluarada. Face nossa gotejada e queríamos apenas bolas de sabão. Lhe dizer amém ultrapassa minha imagem ainda sã. Queria eu ser vísceras em você e no ato de conceder a vida arrastasse tiras desse corpo que resta. Doce é o prazer que me prende aos trapos e lhe dizer aresta, desdém, amianto, etílio, corda, anedota, sem importar  a resposta. Vivem sementes não cultivadas, sufocadas. Respiro baixo e força e voz serão agora esse vento.

5 comentários:

  1. e é preciso fazer nascer uma força,
    nem que seja da/pela escrita.

    tem convite para haicai lá no um-sentir, maeles.

    grande beijo!

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  2. Som amplo refletido nas nuvens, sol que brinda o véu do céu.

    Gostei amor. Beijos.

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  3. Obrigado moça por manter aberta a veia que salta, levarei meus galgos até aí...obrigado!

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  4. Para não passar sem deixar registros...
    Muito lindo! Esta terra e meus escritos levam a marca do anjo...
    Beijo.

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  5. belo exemplo de tua escrita intimista...

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