15 novembro 2009

Jumentinho


Canal livre, olhar além do horizonte. Consome líquidos e defeca sólidas dores. Enfrenta o dia com a certeza do dever cumprido. Reza o terço. A garra que tinha perdeu-se nas esquinas entre máquinas e homens. Homens de pequena fé, disse o Galileu. Na mochila sonhos assassinados aguardam o funeral. Há culpados? A cruz permanece no altar.

Um comentário:

  1. e, todavia, ninguém está na cruz. apenas nós mesmos.

    beijinho
    jorge

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